domingo, 22 de junho de 2008

Run Forest, run!: 19-06-08

À tarde eu saí e fui com o meu chefe conhecer o pessoal do banco com o qual temos contato. Depois de tantas conversas por telefone, tantos e-mails trocados, nos conhecemos pessoalmente, que gostoso! Me receberam super bem, muito educados e simpáticos. Quando eu dizia que era brasileira (porque me viam conversando em português com essa amiga, que apesar de suíça, fala muito bem português), abriam um sorrisão, pra variar... Ela me convidou pra almoçar amanhã num restaurante famoso da região, um dos top 10. Perfeito! Le Brasserie Lipp!
À noite saí pra passear um pouco. Peguei meu mapa (não sei pra quê, eu sempre me perco mesmo...rs) e saí andando. Queria ir conhecer a tal Place Bourg de Four, seguí o conselho dela. É o point cidade. Cheia de barzinhos... Vamos lá, mapinha na mão e tênis no pé, sem medo de ser feliz. Anda, anda, anda... E nada... Run, Forest, run! (lembram do Forest Gump? Sim, eu estava igual). Depois de caminhar pacas (esse lugar fica na direção sul do meu hotel, tem que atravessar a cidade) cheguei no tal lugar. Valeu à pena. Gente bonita, homens lindos, várias mesinhas na calçada, muita gente. Ótimo pra caçar assunto, se fosse mais barato. É tudo muito caro aqui, terrivelmente caro, quase o dobro do Brasil. Claro que tirei umas fotinhos básicas, enrolei um pouco e fui em direção ao hotel porque eu já tava morta de cansaço. Fácil, só voltar por onde vim, direção norte e pronto. Anda, anda, anda, e de repente lá estava eu atravessando a Pont Du Mont-Blanc... E... Fui para a direção leste... Cara, eu estava muito longe do hotel...rsrsrs! Mas, a vista da ponte à noite valeu a pena. Vários barcos atracados, luzes coloridas enfeitando a cidade... Pra quem gosta de glamour, aqui é o paraíso: caaros importados aos montes, conversíveis, Ferraris, Masseratis, BMW, lojas da Gucci, do Jean Paul Gualtier, Bulova, Cartier, Chanel, Dior e por aí vai. Noite quente, muita gente na rua, todos passeando felizes pela cidade que encanta por sua arquitetura e pelo charme. Já que eu estava na outra ponta da cidade, decidi dar uma olhadinha no Horloge Fleurie, um relógio de flores que fica dentro do Jardin Anglais (Jardim Inglês). Um parque bonito, cheio de gente mas cadê o tal do relógio. Ok, tem uma senhora com um rapaz lindo (provavelmente o filho) sentados naquele banco, é lá mesmo que eu vou pedir informação. Claro que os cumprimentos são em francês, mas daí pra frente, comigo é tudo em inglês. Não deu certo. Não falavam inglês. Caraca... Só faltei pular, desenhar no papel, fazer mímica. Mas eles foram tão simpáticos, se esforçaram tanto para que eu entendesse, fiquei até com peso na consciência. Enfim, apontaram a direção e lá fui eu. Mercí! Mas, nada de relógio... Tô perdida... De repente eu escuto alguém correndo atrás de mim... Vão me assaltar! Apertei o passo... Escutei um tímido “hey!” e umas risadinhas... Era o moçinho simpático, dando risada e me dizendo que eu tava indo pro lado errado (novidade?). Gentilmente me levou até o Relógio de Flores, bateu uma foto minha, foi muito legal comigo. Nos despedimos e fui embora. Achei a Pont Du Mont-Blanc e voltei para o hotel, me arrastando de cansaço.
Na volta eu parei num lugar pra comer, estava quietinha no meu canto, tranquilinha quando fui abordada por dois cidadãos que questionaram “por que uma menina tão bonita estava jantando sozinha”. Não me gasta porque essa cantada é velha, acabou com o glamour da situação...rs! Mas consegui me livrar dessa numa boa, graças ao meu “espírito ninja”.
Ok, concentra criatura. Seu hotel está ao oeste, presta atenção!
De volta ao hotel sã e salva, quase meia-noite, tomei mais um pouquinho de vinho (isso tem de sobra no meu quarto) e caí na caminha quentinha.
De dia aqui faz um calorão tremendo, mas à noite o bicho pega. A temperatura deve cair de 25 pra uns 13 graus. Eu amo esse edredom, pena que não cabe na mala...
Baixei para o note as minhas fotos, pra onde eu vou, levo a máquina do Juninho e saio batendo fotos...
Saudades de todos... Ao mesmo tempo em que eu queria morar aqui pra sempre, não consigo me ver sem a minha família, minhas Piriguetes, meus amigos...
Nem precisa dizer que adormeci tomando vinho e ouvindo “Home” do Michael Bublé, né?
Beijos

Nenhum comentário: