domingo, 22 de junho de 2008

Mais assunto e confusão: 21-06-08


Ui, quase perdi o café da manhã, acordei no susto. Tomei, café, voltei, dormi mais um pouco e saí pra passear. Andei pacas, tirei mais fotos e fui comer uma salada no Mc Donalds. Graças a Deus aqui você pode trocar o lanche pela salada. Sentei do lado de fora, muita gente como sempre, muitos pardais. Pois é, acreditem se quiser, mas eles amam batatas-fritas... Se bobear, eles sobem em cima da sua mesa e ficam esperando você dar uma batatinha pra eles, mas se você não der, não tem problema. Eles pulam no pacote de fritas, roubam uma e voam em disparada para as árvores. É inacreditável. Entrei no espírito da brincadeira e dei quase todas as minhas fritas pra eles. São lindinhos, pegam a batatinha da nossa mão, sem medo. Fotografei essa cena, vocês vão rir muito.


Ok, vamos caminhar mais um pouco no solzinho gostoso que frita os nossos miolos, pra queimar as calorias da coca-cola. Chegou um ponto que eu pensei que ia desmaiar, de tanto calor. Parei num Starbucks (que eu amo de paixão, desde que conheci eles em Nova Iorque, virei fã!), pedi um Iced Mocca (uma espécie de café gelado aromatizado com brulée, deliciosooooooooooo) e sentei num lugar estratégico do lado de fora. Lugar melhor impossível, em frente ao Lac Léman e bem perto de uma nenêzinha maravilhosa, parecia uma princesinha branquinha de olhos azuis, com um pai mais maravilhoso ainda. Só os dois ali, apreciando a vista e a bebê que não parava de olhar pra mim e rir, rir de gargalhar (e eu jogando beijinhos, dando tchauzinho, afinal, sou um ser sociável) até que o papai dela percebeu. Pronto, que dúvida... Jogo beijinho para os dois ou fico só na nenê mesmo? Silva, comporte-se... Respira que passa. Agora eram dois olhando pra mim e sorrindo... Não me provoca! Ok, mais um golinho no café gelado e eu me senti melhor. Bem, isso rolou um tempão e claro que na hora que eu fui embora, eu tinha que dizer pra ele que a filha dele é linda, tenho que ser educada! Muito bem, ambos me receberam com um sorriso de orelha à orelha e como ele mesmo disse pra nenê, agora era tem uma amiga brasileira. Mas que coisa é essa que os homens europeus tem com as brasileiras? A gente arrasa aqui mulherada! UHUUUUUUUUUUUUU!


Fui andar mais um pouquinho e quando voltei para o hotel, meu amigo Richard (que também está hospedado aqui no hotel) me convidou pra jantar e depois ir pra um Pub com ele ver o jogo. Claro! Thank you! Subí correndo, tomei mais um banho e desci linda e maravilhosa.


Jantamos num restaurante típico francês, comí uma salada de frutos do mar, cheia de mariscos, mexilhões, lulas, polvos e camarões enormes. Papi ia adorar! Tomamos um vinho e conversamos pacas. Ele é um poço de cultura, viajou o mundo inteiro, inclusive para o Brasil e sempre que saímos ele me mostra uma parte nova da cidade. Companhia agradabiíssima. Ele fala inglês (claro, ele é britânico), francês, italiano, espanhol e tem uma noção de português. Mas claro que conversamos em inglês. Aliás, ele está me ensinando algumas frases-chave, pra eu me comunicar. Tanto é, que ele fez eu falar em francês com o garçon, pra pedir minha comida sozinha...rs! Segundo ele, estou indo bem e tenho chances de aprender rápido, mas confesso que não é fácil! Mas quando eu voltar para o Brasil, vou me dedicar fielmente aos meus estudos.


Muito bem, fomos para o Pub, um enoooooooooorme, em Rue Du Lausanne. De repente meu celular toca e .... “Allô, Silvy, est Christian l’appareil! (Alô, Silvia, é o Christian falando!)” Sim, ele ligou. Aliás, os homens brasileiros deveriam aprender com os europeus a cumprirem as promessas feitas. Ele prometeu que ia ligar e ligou... Tá vendo seus molengas? É assim que se faz. Infelizmente a ligação caiu. Xí.... Já era. Pelo menos foi isso que eu pensei...


Continuei assistindo o jogo com o Richard, bebendo umas fosters e depois voltamos para o hotel. Fizemos caminhos diferentes, como ele sempre faz comigo, para que eu conheça o máximo possível da cidade. Me convidou para tomar mais um drink e paramos num barzinho na rua do hotel, chamado Café Bizarre. Lugar legal, música que lembrava o Brasil.


De repente o celular tocou novamente e era o Christian! Convidei ele para se juntar a nós (gosto de um “assuntinho básico” como diz a Fá) e ele foi! Não sabia onde era o tal barzinho, mas achou! Procurou até achar! Repito: atenção homens brasileiros, deixem de ser preguiçosos e vão sim atrás das mulheres que valem a pena. Nós valemos a pena mesmo! E isso é bom pra gente ver que quando o outro está interessado, ele vai atrás. Não tem essa de machismo, de orgulho ferido, do preguiçoso e desinteressante “deixa pra lá”. Se não vai é porque não tem coragem e não tem interesse o suficiente. Pra que precisamos de alguém assim em nossas vidas, que não é capaz de reconhecer o nosso valor? PRA NADA!


Enfim, conversamos até 1 da manhã, o Richard preferiu ir para o hotel e nós dois fomos dar uma voltinha ao longo do lago. Tem umas pracinhas lindas em volta do lago, cheia de banquinhos de madeira, árvores diferentes das nossas, enfim, é uma paisagem linda! Ver as luzes da cidade e dos barcos acesas à noite, não tem preço. Sem falar daquela brisa marítima deliciosa, que me remetia ao Brasil. Suspirei até! Noite linda, de calor, um homem lindo, gentil, cheiroso e com aquele sotaque... Hummmm, o que mais eu poderia querer? Conversamos até às 4 da manhã, pouco antes do sol nascer, mas o suficiente pra ver de perto aquela imensidão alaranjada, que terminava onde começava o lago... Inesquecível...
Bem, mais uma vez ele me acompanhou até o hotel.


Bonsoir...

Um comentário:

Anônimo disse...

Menina, que é isso de 3 horas da manhã, já pra caminha fazer naninhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Beijocas
Mamys